Antes do papel existiam os cadernos de barro
Hoje em dia, quando queres escrever algo, pegas num papel ou apontas no telemóvel. Mas há cerca de cinco mil anos, na região que hoje é o Iraque, a...
Hoje em dia, quando queres escrever algo, pegas num papel ou apontas no telemóvel. Mas há cerca de cinco mil anos, na região que hoje é o Iraque, as pessoas resolveram o problema de registar informação de uma forma completamente diferente: pegavam numa placa de barro mole e faziam marcas com um instrumento pontiagudo, criando pequenos triângulos e cunhas. Depois deixavam a placa secar ao sol ou cozinhavam-na num forno, tornando-a permanente. Estava inventada a escrita cuneiforme!
No início, a escrita servia sobretudo para fins práticos: registar quanto trigo havia em cada armazém, quem devia dinheiro a quem, quantas ovelhas tinham sido vendidas. Era a contabilidade da antiguidade! Mas com o tempo, as pessoas perceberam que podiam usar estes símbolos para muito mais: escrever leis, histórias, poemas e cartas. As tábuas de barro que sobreviveram até hoje são como mensagens em garrafa de cinco mil anos: e graças a elas sabemos como viviam, pensavam e sentiam os nossos antepassados mais remotos.
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