As múmias: o segredo para a vida eterna
Para os antigos egípcios, o corpo era muito mais do que um invólucro temporário: era uma parte essencial da pessoa que precisava de ser preservada ...
Para os antigos egípcios, o corpo era muito mais do que um invólucro temporário: era uma parte essencial da pessoa que precisava de ser preservada para que a alma pudesse regressar depois da morte. Por isso inventaram a mumificação, um processo complexo e rigoroso que podia demorar até setenta dias. Os órgãos mais delicados eram retirados e guardados em vasos especiais. O corpo era coberto de sal para secar toda a humidade. Depois embrulhado em centenas de metros de ligaduras de linho, com amuletos escondidos entre as camadas para proteger o morto na sua viagem.
O resultado? Corpos que atravessaram mais de três mil anos praticamente intactos, chegando até nós com cabelos, pele e até impressões digitais ainda visíveis. Graças às múmias, os cientistas de hoje conseguem descobrir de que doenças sofriam os egípcios antigos, o que comiam, quando nasceram e como morreram: sem terem estado presentes. É como se as múmias fossem cápsulas do tempo humanas, enviadas do passado para nos contar a sua história.
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